Mostrando postagens com marcador recuperação pós cesária. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador recuperação pós cesária. Mostrar todas as postagens

24 janeiro 2015

Pós Parto

A minha recuperação foi no resumo ótima, mas isso não significa que foi fácil. No post do Relato de Parto contei até minha chegada em casa. Vou continuar a partir daí.

No dia em que cheguei em casa, ainda sentia dores, era uma ardência na cicatriz e cólicas. E assim seguiu minha primeira semana, parecia que nunca mais ia passar, pra sentar, levantar e andar era horrível. Eu ficava de cinta 24 horas e segui tomando medicação contra gases, porque eles pioram e muito as dores. Tinha momentos em que eu me sentia péssima, por ter feito a cesárea e pensava nunca mais eu passo por isso, nunca mais vou ter filhos, ninguém me falou que era assim... Mas ao olhar para Lorena e me concentrar nela, eu pensava faria tudo de novo. Acho que essa foi o meu refúgio e claro a muitaaaaaaaaaa ajuda que recebi. Toda manhã minha sogra e minha cunhada Josi vinham, para cuidar da Lorena com o banho e umbigo e ajudavam em alguma coisa da casa, minha tia Sueli e Dolores se revezavam no cuidado comigo, do banho e curativo e também cuidavam da casa e almoço, o Bruno a noite cuidava da janta e sempre me ajudou muito a trocar fraldas, colocar para arrotar e pegar os zilhões de coisas que sempre eu pedia. Sempre soube que pela cesárea teria que receber ajuda, e graças a Deus meu psicológico estava preparado para isso. Recebi algumas visitas nesse período sim, e graças a Deus não surtei, consegui me manter simpática e sociável para o bem geral da nação, kkkk. Depois tudo melhora e passa, o tempo cura tudo. E as dores foram diminuindo, e tudo se ajeitando. No dia em que tirei os pontos, eu senti muita dor, cheguei em casa minha pressão ficou alta e eu só chorava e não conseguia parar, coloquei todo meu nervoso pra fora, desabafei, não tinha nenhum motivo aparente mas acho que foi o acúmulo de sentimentos e depois do choro compulsivo dormi como um bebê. Uffa um alívio!

É incrível como eu julgava as recentes mães e o cuidado excessivo com a cria, mas depois que você vira mãe você enxerga o perigo em tudo, é um super poder que adquirimos como visão de raio-x, kkkk. As vezes me pego corrigindo até o Bruno, pega assim, faz assado, não sacode a menina, é incontrolável. Mas a gente aprende a conviver e a lidar com isso, um conselho, um sorriso amarelo nos lábios fazem com que as coisas que dissermos pareçam mais simpáticas. Estou me sentindo uma mãe super protetora escrevendo isso, mas é a pura verdade. Na outra ponta da corda estão os milhões de conselhos que ouvimos e o ouvido de mercador e o mesmo sorriso amarelo que temos que ter para balançar a cabeça em sinal de concordância. Outro conselho não rebata e nem argumente faça como os pinguins de Madagascar apenas sorria e acene.

Outra constante na vida de uma jovem e imatura mãe (e das experientes também) é a culpa. Esse é o sobrenome do meio de uma mãe, na hora em que acontecem as coisas continuo tranquila e paciente, mas ao deitar a cabeça no travesseiro, eu refaço todo o meu dia na cabeça, e a culpa sempre vem, acho que não fiz tal coisa direito, devia ter feito diferente, acho que to mimando demais, quero que ela sinta meu amor, acho que minha filha não me ama que sou só um par de peitos, tenho que ter mais paciência. E por aí vai, até o cansaço me pegar e eu apagar literalmente. Desde que a Lorena chegou que nunca mais lembrei dos meus sonhos, kkkk. Acho que nem sonho mais.

Ah mas o AMOR, é maior que toda a dificuldade, gente é indizível o quanto eu amo minha filha é um amor que dói, lembro dessa mesma primeira semana difícil eu olhar para ela de madrugada e chorar e sorrir, e esse amor só aumenta, essa pequenininha é o que eu mais amo no mundoooooo. E só por isso eu não mudaria nem uma vírgula em nada.

Me desculpem o post confuso mas enquanto eu escrevo tem uma bebê manhosa que chora por aqui como se não tivesse mãe....kkkk.

Mil bjus!